Person with short blonde hair, glasses, and hoop earrings smiling, wearing an orange button-up shirt, standing outdoors at dusk in front of a brick building with warm lighting.

Bárbara Correia

Psicóloga/e Clínica

Bárbara Correia (ela/elu), migrante, Psicóloga/e Clínica Membro Efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses (CP 31142), licenciada/e e mestre em Psicologia Clínica e da Saúde pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra, com subespecialização em Psicopatologia e Psicoterapias Dinâmicas. Pós-graduada/e em Psicanálise e Relações de Género: Ética Clínica e Política pelo Grupo IPPERG (Brasil).

Trabalho a partir de uma orientação e abordagem psicanalítica e psicologia afirmativa, valorizando a construção de um espaço de escuta onde a palavra e o silêncio ganham novas formas e abrigo. Onde aquilo que, por vezes, permanece sem nome, encontra possibilidade de expressão. Dar espaço para acolher aquilo que tantas vezes aprendemos a esconder, os nossos monstros, feitos de medo, desejo, contradição e afeto. Não para os corrigir ou expulsar, mas para os escutar.

Procuro trazer a possibilidade de reconhecer que os monstros não são apenas aquilo que assusta, mas também aquilo que insiste em existir. E que, ao dar lugar para a sua existência, possamos encontrar novas formas de habitar nossa própria história individual e coletiva.

Nos últimos anos, tenho desenvolvido trabalhos académico, clínico e social junto da comunidade LGBTQIAPN+, de pessoas migrantes e de outras experiências marcadas por diferentes formas de pertencimento e identificação. Acompanho questões relacionadas com identidade de gênero, sexualidade, relações, conflitos internos e processos de subjetividade, reconhecendo que as identidades são atravessadas em diálogo com contextos sociais, raciais, culturais e políticos que marcam a nossa construção enquanto indivíduo.

A minha prática é atravessada por uma perspetiva crítica que questiona monoculturas, de género, de afeto, de família, de desejo e de existência, abrindo espaço para a pluralidade de modos de viver, se relacionar e habitar o mundo. Entendo que a escuta clínica implica também reconhecer como as desigualdades, os privilégios e as diferentes formas de exclusão se inscrevem nas histórias singulares de cada pessoa.