Ary Teixeira
Psicólogue Clínico
Ary Teixeira (elu/delu), pessoa não binária, psicólogue (CP n.º 27273), mestre em Psicologia do Comportamento Desviante e da Justiça pela Universidade do Porto. Abordagem integrativa, afirmativa, interseccional, informada sobre trauma e orientada pela redução de riscos e minimização de danos. Identidades queer, pessoas neurodivergentes, relações não monogâmicas, uso de substâncias psicoativas.
A minha prática assenta em uma abordagem integrativa, afirmativa, interseccional, informada sobre trauma e orientada por princípios humanistas e de redução de riscos e minimização de danos. Foi no trabalho com pessoas de comunidades marginalizadas e oprimidas como a comunidade LGBTQIAPN+, pessoas que utilizam substâncias psicoativas e pessoas em situação de sem abrigo que entendi a importância basilar do encontro sincero entre pessoas, da relação honesta e autêntica entre elas e do amparo da comunidade que nos rodeia. O trabalho de construção de relação conjunta com as pessoas reforçou em mim o valor de compreender cada história no seu contexto individual, social, cultural e histórico, reconhecendo a forma como o trauma e as diferentes violências nos atravessam e moldam ao longo da vida. O lugar de desvio e invisibilização onde nos colocam, calficicado por lógicas de patologia e monstruosidade não é apenas um lugar simbólico: é um espaço de controlo que procura regular os nossos corpos, identidades e formas de existir. Um lugar que nos sufoca, nos reprime e tenta apagar diariamente. A minha prática surge da necessidade de encontros em lugares mais seguros, mais autênticos, onde as nossas emoções, desejos, medos, subjetividades e narrativas sejam, não só vistas e reconhecidas, como valorizadas e celebradas.
Acredito que a terapia é um lugar de encontro, a possibilidade de construção de uma relação sincera, autêntica, acolhedora, onde cada pessoa pode olhar para dentro, encarar os seus medos e monstros, sentar-se à mesa para falar com eles a partir de um lugar mais cuidadoso e genuíno. Um lugar onde nos vejamos realmente, que nos permita ser e estar de forma crua e em relação, que nos leve a expandir o imaginário daquilo que somos e do que poderemos ser.